São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

ACM Neto contesta divulgação de pedido de busca da PF durante campanha na Bahia

Candidato afirma que a divulgação do pedido, rejeitado pelo STF, tenta influenciar a eleição e nega envolvimento nas suspeitas da Operação Overclean.

ACM Neto contesta divulgação de pedido de busca da PF durante campanha na Bahia

ACM Neto, candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, afirmou nesta quinta-feira (17) que a divulgação de um pedido de busca e apreensão da Polícia Federal contra ele teve o objetivo de interferir na eleição. O ex-prefeito de Salvador negou qualquer vínculo com os fatos investigados na Operação Overclean.

A PF havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para fazer buscas contra Neto. A suspeita era de que ele tivesse participado da indicação de um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte. A investigação apura se a nomeação teria servido para escolher empresários em licitações que depois proporcionariam retorno por meio de propina.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da medida, mas o relator do caso no STF, ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou o pedido por entender que não havia base legal suficiente. Por isso, Neto não foi alvo das buscas realizadas nesta quinta-feira (17).

Em nota, o candidato disse que a divulgação teria ocorrido por meio de vazamentos seletivos e buscaria associar seu nome a fatos com os quais afirma não ter relação. Ele também declarou que, desde o início da Overclean, em dezembro de 2024, não teria aparecido nenhuma conduta que o vinculasse a ilícitos.

Neto associou a divulgação à proximidade do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Segundo ele, faltavam 17 dias para a eleição, e o episódio representaria uma tentativa de influenciar a disputa na Bahia. O candidato também acusou o grupo político que governa o Estado de usar estruturas públicas na campanha.

A décima fase da operação investiga suspeitas relacionadas a contratos de serviços e materiais didáticos para a Secretaria de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025. Três procedimentos, ao menos, deram origem a contratos que ultrapassam R$ 80 milhões quando somados.

As autoridades cumpriram 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Um dos alvos foi Bruno Barral, ex-secretário de Educação de Belo Horizonte que também ocupou a pasta durante a gestão de ACM Neto em Salvador.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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