ACM Neto, candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, afirmou nesta quinta-feira (17) que a divulgação de um pedido de busca e apreensão da Polícia Federal contra ele teve o objetivo de interferir na eleição. O ex-prefeito de Salvador negou qualquer vínculo com os fatos investigados na Operação Overclean.
A PF havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para fazer buscas contra Neto. A suspeita era de que ele tivesse participado da indicação de um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte. A investigação apura se a nomeação teria servido para escolher empresários em licitações que depois proporcionariam retorno por meio de propina.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da medida, mas o relator do caso no STF, ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou o pedido por entender que não havia base legal suficiente. Por isso, Neto não foi alvo das buscas realizadas nesta quinta-feira (17).
Em nota, o candidato disse que a divulgação teria ocorrido por meio de vazamentos seletivos e buscaria associar seu nome a fatos com os quais afirma não ter relação. Ele também declarou que, desde o início da Overclean, em dezembro de 2024, não teria aparecido nenhuma conduta que o vinculasse a ilícitos.
Neto associou a divulgação à proximidade do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Segundo ele, faltavam 17 dias para a eleição, e o episódio representaria uma tentativa de influenciar a disputa na Bahia. O candidato também acusou o grupo político que governa o Estado de usar estruturas públicas na campanha.
A décima fase da operação investiga suspeitas relacionadas a contratos de serviços e materiais didáticos para a Secretaria de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025. Três procedimentos, ao menos, deram origem a contratos que ultrapassam R$ 80 milhões quando somados.
As autoridades cumpriram 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Um dos alvos foi Bruno Barral, ex-secretário de Educação de Belo Horizonte que também ocupou a pasta durante a gestão de ACM Neto em Salvador.







