A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a 10ª fase da Operação Overclean, que investiga suspeitas de desvios em contratos da Educação da Prefeitura de Belo Horizonte (MG). A PF havia solicitado buscas contra ACM Neto, candidato do União Brasil ao governo da Bahia, mas o pedido foi barrado pelo ministro Kassio Nunes Marques. Neto ainda não se manifestou.
A operação foi solicitada em janeiro, e a autorização de Nunes Marques foi dada nas últimas semanas. Entre os alvos estão Bruno Barral, ex-secretário da Prefeitura de Salvador (BA) durante a gestão de ACM Neto, e o empresário Marcos Moura. Os demais suspeitos também não haviam se manifestado até o momento.
A investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa em contratações da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte realizadas entre 2024 e 2025. De acordo com a Polícia Federal, há indícios de direcionamento de procedimentos para o fornecimento de serviços e materiais didáticos.
A operação cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, na Bahia, em São Paulo, no Tocantins, no Paraná e no Espírito Santo. Pelo menos três procedimentos analisados deram origem a contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. Outros processos de contratação também são investigados.







