São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Dino reconduz chefes da PF, e Kakay critica decisão de Mendonça

Advogado afirma que ordem de Mendonça poderia interromper investigações e questiona quem seria beneficiado pela medida.

Dino reconduz chefes da PF, e Kakay critica decisão de Mendonça

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Na mesma decisão, também restabeleceu Leandro Almada como diretor de Inteligência Policial da corporação.

O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, avaliou a decisão de Dino como técnica, corajosa e correta. Para ele, a ordem anterior, assinada pelo ministro André Mendonça, poderia paralisar investigações e atividades policiais.

Na terça-feira 8, Mendonça havia afastado Rodrigues e Almada por meio de uma decisão individual. Também determinou a suspensão da produção e do compartilhamento de relatórios de inteligência relacionados à análise de atos praticados no exercício das funções de prestação jurisdicional, advocacia pública e polícia judiciária.

Ao derrubar as medidas, Dino argumentou que Mendonça não poderia conceder uma cautelar em investigação criminal ou penal a pedido de um partido político. O Novo apresentou a solicitação e tem candidato à Presidência da República, conforme registrou o ministro.

Dino também destacou que cabe ao presidente da República nomear e exonerar os chefes da Polícia Federal. Segundo a decisão, a discussão sobre os relatórios da corporação deve ser feita pelo plenário, e Mendonça não poderia emitir uma ordem em causa própria com o efeito de interromper investigações e trabalhos policiais.

“A ilegitimidade do partido Novo qualquer estudante de Direito reconhece”, afirmou Kakay. O advogado questionou ainda quem seria beneficiado pela suspensão geral das investigações.

A decisão de Dino foi tomada no inquérito que apura o uso de emendas parlamentares para financiar Dark Horse, descrito no texto como uma cinebiografia de propaganda pró-Jair Bolsonaro (PL). Kakay afirmou que esse seria um dos procedimentos afetados pela decisão de Mendonça.

O advogado também relacionou o episódio ao cenário político das eleições de 2026 e disse que a ameaça bolsonarista teria recuado, mas não sido derrotada. Ele citou ainda a atuação de forças conservadoras no Congresso e a instabilidade provocada por conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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