O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, propôs reduzir os salários de ministros e de seus assessores durante a elaboração do orçamento de 2027. A iniciativa faz parte do esforço do governo para economizar € 30 bilhões no próximo ano, mas o percentual do corte ainda não foi definido e pode ficar em torno de 10%.
Atualmente, o chefe de governo recebe € 16 mil brutos por mês, cerca de R$ 102,4 mil. A remuneração mensal dos ministros é de € 10,7 mil, equivalente a R$ 68,48 mil. Os integrantes do governo foram informados da proposta na manhã de quarta-feira (9) e declararam apoio oficial à medida.
Aurore Bergé, ministra encarregada da Igualdade entre Mulheres e Homens, afirmou que os integrantes do governo seguirão a decisão caso ela seja aprovada. Nos bastidores, porém, um ministro criticou a proposta, dizendo que ela seria demagógica e poderia levar assessores a buscar empregos no setor privado.
Remuneração em outros países
A proposta ocorre em um momento de busca por cortes para o próximo ano. Na Alemanha, um ministro recebe € 20 mil brutos por mês; na Bélgica, € 12 mil. A remuneração francesa é superior à da Itália, de € 9 mil mensais, e à da Espanha, de € 7 mil.
A economia gerada pelo corte seria de algumas dezenas de milhares de euros, diante da meta de € 30 bilhões para o orçamento de 2027. A medida é apresentada como um gesto simbólico do governo.
Ao assumir o cargo, há pouco mais de um ano, Lecornu havia reduzido benefícios destinados a ex-primeiros-ministros. Em janeiro passado, extinguiu vantagens materiais e de segurança custeadas pelo Estado francês, como carro oficial com motorista e proteção policial permanente.
Em Singapura, o governo aprovou recentemente um aumento expressivo na remuneração de seus integrantes. Eles recebem, em média, R$ 960 mil por mês, entre outras razões, para prevenir a corrupção.






