São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Genoino defende foco de Lula no futuro e nos eleitores indecisos

Ex-presidente do PT afirma que campanha deve enfrentar Flávio Bolsonaro e apresentar propostas para direitos, democracia e soberania.

Genoino defende foco de Lula no futuro e nos eleitores indecisos

José Genoino, ex-presidente do PT e ex-deputado federal, defendeu que Lula concentre a reta final da campanha presidencial na apresentação de propostas para o futuro e na busca por eleitores indecisos ou propensos a não votar. A avaliação foi dada em entrevista sobre a disputa contra Flávio Bolsonaro, do PL.

A declaração ocorre a 16 dias da eleição. A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira 17, indica Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 36% de Flávio Bolsonaro. Na simulação de segundo turno, o petista aparece com 46%, contra 44% do candidato do PL, em empate técnico.

Críticas à centralidade da crise do STF

Genoino afirmou que a crise no Supremo Tribunal Federal se tornou uma “espuma” da campanha e não deve tirar do centro do debate temas como direitos, democracia, soberania, meio ambiente, segurança pública e defesa nacional. Para ele, o episódio integra uma crise mais ampla das instituições e da relação entre os Poderes.

O ex-dirigente petista defendeu transparência nas relações do STF com interesses privados, punição para quem cometer irregularidades e uma reforma do sistema de Justiça. Entre as propostas mencionadas está a indicação de ministros com pelo menos 60 anos. Nesse modelo, eles permaneceriam na Corte por no máximo 15 anos, até a aposentadoria compulsória aos 75.

Ele também propôs uma quarentena para relações de ministros com escritórios de advocacia e interesses privados. Na avaliação de Genoino, a crise não pode interferir na agenda eleitoral nem ser usada para afastar a discussão sobre políticas públicas.

Estratégia para a campanha

Para Genoino, Lula deve vincular a prestação de contas de seus governos a um programa para o futuro. Ele citou como prioridades a valorização do salário mínimo, a melhoria da segurança pública, do Sistema Único de Saúde e da educação, além de políticas de prevenção a catástrofes ambientais e de proteção a trabalhadores de aplicativos.

O ex-presidente do PT também mencionou economia solidária, agricultura familiar e reforma agrária popular. Segundo ele, a campanha precisa falar ainda sobre soberania nacional e sobre a inserção do Brasil no mundo.

Na avaliação de Genoino, a disputa não deve se limitar à Presidência da República. Ele defendeu a eleição de mais deputados federais, senadores e governadores para ampliar as condições de implementação das políticas apresentadas.

Ataques a Flávio Bolsonaro

Genoino afirmou que a campanha de Lula deve expor o histórico político de Flávio Bolsonaro. Citou as acusações relacionadas às rachadinhas no Rio de Janeiro, as relações com milícias, a compra de uma residência envolvendo o BRB e conexões com o Banco Master.

Também disse que a esquerda precisa levar a disputa para as ruas, com panfletagem, cartazes, carreatas, ações em corredores de ônibus, metrô, estações, praças e feiras. Embora reconheça o papel das redes sociais, ele defendeu maior contato direto com os eleitores na reta final.

Sobre o segundo turno, Genoino recomendou priorizar os eleitores indecisos e aqueles que avaliam não participar da eleição. Ele afirmou que a campanha deve apresentar diferenças entre os projetos políticos e disputar o apoio desse grupo com propostas para o futuro.

Debates e aparições públicas

Genoino avaliou que Lula acertou ao não participar de alguns debates, sob o argumento de que enfrentaria vários candidatos interessados em atacá-lo. Para ele, o petista deve concentrar esforços no debate do segundo turno contra Flávio Bolsonaro e realizar aparições públicas em grandes colégios eleitorais, comícios, carreatas e plenárias.

Na visão do ex-presidente do PT, entrevistas, comícios e manifestações públicas devem ser usados para apresentar um projeto democrático, popular e soberano. Ele resumiu a estratégia como uma campanha voltada ao enfrentamento político e à discussão de propostas para o futuro.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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