São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

O que os planos de oito presidenciáveis propõem para IA e tecnologia

Planos de governo citam temas como soberania digital, saúde, data centers, trabalho, regulação e formação profissional.

O que os planos de oito presidenciáveis propõem para IA e tecnologia
Foto: Caroline Aranha e Laura Luduvig/Superinteressante

Oito dos 12 candidatos à Presidência mencionam inteligência artificial, tecnologia ou a economia digital em seus planos de governo. Quatro não abordam IA: Edmilson Costa (PCB), Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata).

Diferentes propostas para a tecnologia

Augusto Cury (Avante) apresenta o plano mais abrangente. Entre as propostas estão o uso de IA para fiscalizar gastos públicos, apoiar a segurança, modernizar o SUS e aumentar a produtividade no agronegócio. O documento também prevê incentivos a robótica, automação, startups, cooperativas tecnológicas e cinco Zonas Francas de Exportação voltadas à Indústria 4.0.

Clariana Barão (DC) propõe o uso da IA como apoio administrativo e clínico no SUS, com regulação de filas, privacidade e auditoria. Também cita conectividade escolar, competências digitais, segurança energética e um ambiente favorável à economia digital.

Flávio Bolsonaro (PL) defende a digitalização dos serviços federais, uma identidade digital única no Gov.br e a criação da assistente virtual ClarIA. O plano prevê reduzir impostos sobre energia e combustíveis para atrair data centers, além de um prontuário eletrônico único vinculado ao CPF. Robótica, tablets, internet e capacitação em IA aparecem entre as medidas para as escolas.

Hertz Dias (PSTU) concentra as propostas na proteção dos trabalhadores de aplicativos, com reconhecimento de vínculo empregatício, transparência dos algoritmos, proibição de punições automáticas e direito à desconexão. Também propõe plataformas estatais, uma IA pública nacional, proteção de dados sensíveis e remuneração de criadores pelo uso de obras no treinamento de sistemas.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe uma política de soberania digital, com supercomputadores nacionais, modelos de linguagem em português e uma plataforma pública de dados. O plano prevê salvaguardas socioambientais para data centers, remuneração de artistas e criadores pelo uso de conteúdos brasileiros e uso de IA no SUS para triagem, diagnóstico e organização de filas. Também inclui uma plataforma pública de empregabilidade com IA.

Infraestrutura, regulação e indústria

Renan Santos (Missão) articula o Marco Brasileiro da Inteligência Artificial, com 14 medidas distribuídas em cinco eixos. A proposta inclui incentivos a data centers, redução de impostos para empresas de tecnologia, estímulo ao venture capital, um laboratório nacional de IA, zonas econômicas específicas e uso de IA na produção agropecuária.

Romeu Zema (Novo) defende regulação mínima, uso da IA para organizar filas na saúde e aproveitamento da energia brasileira para atrair indústrias, IA e data centers.

Ronaldo Caiado (PSD) propõe regulação proporcional ao risco, um Programa Nacional de Indústria 4.0, crédito e compras públicas para soluções nacionais. Também cita o fortalecimento do CADE no mercado digital, uma Autoridade Nacional de Cibersegurança e o uso de IA no SUS com validação, supervisão profissional, avaliação de impacto e auditoria.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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