São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Política

Planos de nove candidatos à Presidência detalham propostas para clima e Amazônia

Programas abordam energia, desmatamento, mercado de carbono, adaptação climática e proteção de territórios tradicionais.

Planos de nove candidatos à Presidência detalham propostas para clima e Amazônia
Foto: NASA/Wikimedia Commons/Reprodução

Nove dos 12 candidatos à Presidência apresentam propostas específicas para meio ambiente e clima em seus planos de governo. Os documentos tratam de temas como energia renovável, desmatamento, mercado de carbono, saneamento, adaptação a eventos climáticos e proteção da Amazônia. Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) não detalham medidas específicas para a área.

Energia, clima e fiscalização

Augusto Cury (Avante) propõe investimentos em fontes renováveis, hidrogênio verde e regulamentação do mercado de carbono. O candidato estabelece a meta de colocar o Brasil entre os três maiores exportadores de hidrogênio verde até 2035 e de alcançar 90% da matriz energética baseada em fontes limpas até 2040. Seu plano também prevê o projeto PENER-BR, para mapear fontes renováveis por meio de uma plataforma de inteligência artificial, além de investimentos em energia solar, eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.

Edmilson Costa (PCB) defende ações para reduzir emissões de gases de efeito estufa, combater o desmatamento e a mineração ilegal, eliminar lixões a céu aberto e interromper a queima de combustíveis fósseis. Entre as propostas estão a taxação de emissões poluentes, a expansão de áreas protegidas e a demarcação e ampliação de terras indígenas, quilombolas e de populações tradicionais.

Flávio Bolsonaro (PL) apresenta o lema “Preservar e produzir ao mesmo tempo” e promete zerar o desmatamento ilegal até 2029. O plano prevê o uso de inteligência artificial e imagens de satélite contra crimes ambientais, além de investimentos em biocombustíveis e biogás, consolidação do mercado de carbono e aumento da transparência de organizações não governamentais que atuam na Amazônia.

Hertz Dias (PSTU) se posiciona contra a privatização dos rios e das hidrovias da Amazônia, o modelo agrícola baseado na destruição de florestas e a exploração de petróleo da Margem Equatorial. Também menciona ações de prevenção a enchentes e deslizamentos em áreas de risco.

Amazônia e desenvolvimento

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe ampliar programas já existentes e combinar investimentos em biocombustíveis e fontes renováveis com medidas de adaptação das cidades às mudanças climáticas. O plano também menciona combustíveis fósseis e gás natural para garantir a segurança energética e reafirma o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030.

Entre as medidas estão tratar a Amazônia como eixo estratégico do desenvolvimento, apoiar indústrias ligadas à biodiversidade, criar um programa de resiliência climática no campo e fortalecer a Embrapa com biotecnologia, edição genômica e cultivares resistentes a pragas e secas. O documento também prevê destinar terras públicas a unidades de conservação, territórios indígenas e quilombolas ou assentamentos.

Renan Santos (Missão) concentra suas propostas em energia e infraestrutura. O candidato menciona desperdício de energia elétrica, questões relacionadas à Amazônia Legal e dificuldades de acesso a mercados, mas não apresenta medidas detalhadas para esses temas. Entre as propostas estão retomar as obras de Angra 3, explorar o hidrogênio verde e dar atenção à fusão nuclear.

Romeu Zema (Novo) trata o meio ambiente como um ativo verde e propõe incentivar o licenciamento ambiental e simplificar regras para indústrias e startups que trabalham com biodiversidade. Também defende o desenvolvimento do turismo nos biomas brasileiros, o combate à grilagem e ao desmatamento ilegal por meio de monitoramento por satélite, a universalização de água e esgoto e a regulamentação do mercado de carbono.

Ronaldo Caiado (PSD) propõe proteger fronteiras, portos e aeroportos da região amazônica, promover a transição energética e criar uma estratégia de Saúde Amazônica no SUS para comunidades isoladas, indígenas e ribeirinhas. Seu plano reúne 16 propostas ambientais, incluindo um sistema nacional integrado para riscos de incêndios, proteção de nascentes, recuperação de matas ciliares, atualização de planos de adaptação climática e ampliação do acesso à água e ao esgoto.

Samara Martins (UP) defende a proteção ambiental, a transição das matrizes energéticas, a proibição de agrotóxicos banidos no exterior e o controle popular sobre a Amazônia. Também propõe expulsar monopólios estrangeiros da região, demarcar terras indígenas e combater desmatamento ilegal, garimpo, grilagem, contaminação por mercúrio e crimes ambientais cometidos por grandes empresas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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