São José dos Campos, Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Política

PT pede ao TSE cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por uso de redes

Ação acusa Pablo Marçal de usar perfis e criptomoedas para promover propaganda eleitoral e pedir votos para o candidato do PL.

PT pede ao TSE cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por uso de redes

A campanha à reeleição de Lula (PT) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral, nesta quinta-feira 8, uma ação para cassar a chapa de Flávio Bolsonaro (PL). O pedido atribui à campanha suposto uso irregular dos perfis de Pablo Marçal para divulgar propaganda eleitoral e informações falsas.

A coligação também solicitou, em caráter liminar, a suspensão do perfil de Marçal no Instagram, que reúne mais de 14 milhões de seguidores, e o bloqueio do site B22token. A plataforma oferece criptomoedas a usuários que compartilham a mensagem B22 e materiais que incentivam o voto em Flávio.

Após o TSE barrar sua candidatura à Presidência, Marçal declarou apoio ao filho de Jair Bolsonaro no segundo turno. Para a equipe jurídica do PT, o uso do perfil do empresário deveria ter sido informado ao tribunal como parte oficial da campanha. A representação afirma que a conta não está sujeita às mesmas restrições aplicáveis a perfis eleitorais, incluindo a vedação a recomendações algorítmicas.

Criptomoedas e pedido de investigação

A ação pede que o TSE proíba pagamentos ou promessas de recompensa condicionados à publicação de conteúdo eleitoral. A campanha também quer uma investigação sobre a possível ligação de Marçal com o esquema e solicitou à Procuradoria-Geral Eleitoral a apuração do caso.

Segundo o PT, uma carteira abastecida por uma conta da Binance criou o token B22 na noite de terça-feira. Cerca de 20 minutos depois, transferiu 120 milhões de unidades para uma carteira apresentada pelo projeto como pertencente às HypersKids, grupo infantil de dança de Uganda.

Após a transferência, o perfil das crianças publicou um vídeo com camisetas identificadas com a marca B22 e pediu votos no número 22. A legenda dizia que os tokens haviam sido recebidos e orientava os seguidores a aprender como obter a criptomoeda ao incentivar outras pessoas a votar 22.

O site também criou um airdrop que prevê 30 mil B22 para cada uma das primeiras mil pessoas que divulgarem o projeto no X, no Instagram ou no TikTok. A página orienta o interessado a comprar o token, compartilhar o projeto, enviar o link para validação e informar sua carteira digital.

A equipe jurídica da coligação afirma que a estrutura pode se enquadrar no artigo 334 do Código Eleitoral, que trata do uso de organização comercial, prêmios e sorteios para propaganda ou aliciamento de eleitores. A representação também questiona a divulgação de propaganda em língua inglesa por meio de um perfil estrangeiro.

Em uma publicação recente, Marçal compartilhou uma montagem com áudios de uma ligação de 2016 entre Lula e Eduardo Paes (PSD). Para a coligação, o material induz à conclusão de que Lula não gosta de evangélicos.

O advogado Michel Bertoni Soares, um dos autores da ação, afirmou que as estratégias questionadas repetem práticas atribuídas a Marçal na eleição de 2024, com uso de redes sociais para disseminar desinformação e deep fakes.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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