São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

SUS oferece vacinação, testes e tratamento para hepatites virais

Prevenção e cuidados variam conforme o tipo de hepatite; testes rápidos para B e C são gratuitos na rede pública.

SUS oferece vacinação, testes e tratamento para hepatites virais

A prevenção e o tratamento das hepatites virais dependem do tipo de vírus. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacinação para os públicos indicados, testes, acompanhamento médico e tratamento sem cobrança. As orientações fazem parte da campanha “Para cada hepatite, tem um cuidado”, do Ministério da Saúde.

Em 2025, a hepatite A teve as maiores taxas entre adultos mais jovens. Os índices chegaram a 5,2 casos por 100 mil habitantes na faixa de 30 a 34 anos e a 5,1 entre pessoas de 25 a 29 anos. Entre os homens, foram registradas taxas de 7,9 e 7,6 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.

Na hepatite B, os maiores índices apareceram entre pessoas de 55 a 59 anos, com 9,8 casos por 100 mil habitantes; de 50 a 54 anos, com 9,4; e de 45 a 49 anos, com 8,7. Entre homens de 55 a 59 anos, a taxa foi de 13,1 casos por 100 mil habitantes.

A hepatite C apresentou os maiores índices entre homens com 60 anos ou mais, com 21,1 casos por 100 mil habitantes, e entre aqueles de 55 a 59 anos, com 21,0. Pessoas acima de 60 anos somaram 5.921 casos confirmados no país em 2025.

Testagem e formas de prevenção

As hepatites B e C podem permanecer sem sintomas por longos períodos e evoluir para formas crônicas. Entre os sinais possíveis estão cansaço, febre, enjoo, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. A ausência de sintomas não deve impedir a busca por atendimento.

Testes rápidos para hepatites B e C estão disponíveis gratuitamente no SUS. A confirmação permite iniciar o acompanhamento e, quando necessário, o tratamento. A população pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber orientações, verificar vacinas indicadas e fazer a testagem.

A hepatite A é transmitida principalmente por via fecal-oral. Lavar as mãos, higienizar alimentos, consumir água tratada e adotar proteção em práticas sexuais com contato oroanal são medidas recomendadas. A vacina faz parte do calendário infantil, com uma dose aos 15 meses, que pode ser aplicada até 4 anos, 11 meses e 29 dias. O imunizante também é indicado para alguns grupos clínicos e para pessoas que usam a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP).

Para a hepatite B, a vacinação é oferecida a toda a população ainda não imunizada. Crianças recebem uma dose ao nascer e outras três doses da vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses. Para adultos não vacinados, o esquema tem três doses. A imunização contra o vírus B também protege contra a hepatite D.

O uso de preservativo e a não utilização compartilhada de alicates, lâminas, seringas, agulhas e escovas de dente ajudam a reduzir a transmissão. Materiais empregados em tatuagens, piercings e outros procedimentos devem ser descartáveis ou esterilizados. Gestantes devem fazer o teste para hepatite B no pré-natal, para que sejam adotadas medidas contra a transmissão para a criança quando houver infecção.

Não há vacina contra a hepatite C. A doença tem cura, e o SUS oferece antivirais de ação direta com eficácia superior a 95%. A hepatite D só ocorre em pessoas infectadas pelo vírus B, por isso a vacinação e os cuidados contra o contato com sangue são medidas de prevenção.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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