São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

AGU pede ao STF invalidação de leis que regulamentam apostas on-line

Órgão afirma que medidas adotadas pelo governo não foram suficientes para conter os danos associados às bets.

AGU pede ao STF invalidação de leis que regulamentam apostas on-line

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare inconstitucional o núcleo das leis que autorizaram e regulamentaram as apostas on-line no Brasil. A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira ao ministro Luiz Fux, relator do caso.

A AGU afirma que o período de funcionamento do mercado demonstrou a insuficiência das medidas criadas para reduzir os danos relacionados às bets. Em ação anterior, o órgão havia considerado a legislação “ainda constitucional, sujeita a processo de progressiva inconstitucionalização”, sob o argumento de que os efeitos das regras precisavam ser acompanhados.

Agora, a Advocacia-Geral sustenta que o período de observação terminou e que a regulamentação não corrigiu as fragilidades previstas. Para o órgão, os indicadores disponíveis mostram a “persistência e agravamento dos danos” que as normas deveriam evitar.

Pedido ao Supremo

A manifestação busca também dar validade à medida provisória (MP) que proibiu as apostas on-line. A AGU afirma que atos editados pelo Poder Executivo desde 2024 reduziram alguns riscos, mas não foram suficientes para adequar as leis à Constituição.

O documento, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, foi apresentado em uma ação que questiona as leis de 2018 e 2023, responsáveis por instituir e regulamentar as apostas de quota fixa. O pedido é para derrubar os dispositivos que formam a base jurídica da exploração dessa modalidade.

Na avaliação da AGU, a legislação tem proteção insuficiente diante de efeitos relacionados à saúde pública, aos consumidores, a crianças e adolescentes, a famílias de baixa renda e à ordem econômica. O órgão afirma que as falhas estão nas próprias leis e não poderiam ser corrigidas apenas por regras infralegais.

Em outra ação, Luiz Fux determinou nesta sexta-feira que a AGU se pronuncie em 72 horas. Entidades do setor incluíram a nova medida provisória nos processos e pediram a suspensão de seus efeitos. O ministro também relata essas ações, que chegaram a ele por prevenção.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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