São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Economia

Bets deverão redirecionar usuários para site do governo a partir de terça-feira

Ofício do Ministério da Justiça prevê desativação de portais e aplicativos; multas podem chegar a R$ 2 bilhões.

Bets deverão redirecionar usuários para site do governo a partir de terça-feira

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva determinou que as casas de apostas online desativem seus portais e aplicativos e direcionem os usuários ao site www.brasilsembets.gov.br. A medida começa às 0h01 de terça-feira (6), conforme ofício do Ministério da Justiça.

A determinação integra a regulamentação da medida provisória que proibiu o funcionamento das bets no Brasil no último dia 25. O documento prevê sanções para empresas que descumprirem a ordem, ocultarem domínios alternativos ou tentarem burlar a determinação por meios tecnológicos. As multas podem chegar a R$ 2 bilhões e também podem atingir controladores e representantes legais.

O site do governo deverá reunir instruções oficiais para que apostadores resgatem integralmente valores e saldos financeiros mantidos nas plataformas. Também concentrará materiais e campanhas de conscientização sobre os riscos das apostas e a prevenção ao superendividamento.

Reação do setor e disputa no STF

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) orientou as empresas a rejeitarem a ordem, sob o argumento de que a medida é discutida no Supremo Tribunal Federal (STF). “A ANJL considera a determinação absurda, eleitoreira e juridicamente ilegal”, afirmou a entidade.

A associação também declarou que a ordem faria as casas de apostas colocarem seus servidores e sua infraestrutura de nuvem a serviço do governo.

Na sexta-feira (2), o ministro Luiz Fux pediu informações ao governo sobre a medida provisória. A Advocacia-Geral da União (AGU) tem 72 horas para responder.

A análise do mérito da controvérsia sobre as apostas online deverá ocorrer somente depois do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para este domingo (4). O governo afirma que o redirecionamento busca proteger os direitos dos consumidores e garantir o cumprimento da medida provisória.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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