São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Economia

Durigan critica plano econômico de Flávio e defende ajuste gradual das contas públicas

Ministro da Fazenda afirma que proposta do senador prioriza a dívida pública e ignora efeitos sobre crescimento, empregos e políticas públicas.

Durigan critica plano econômico de Flávio e defende ajuste gradual das contas públicas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou nesta quinta-feira o plano econômico do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência da República. Segundo Durigan, a proposta atende à pressão do mercado por uma redução da dívida pública, mas não considera os efeitos sobre a atividade econômica e os empregos.

Coordenador do plano econômico para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro afirmou que agentes do mercado compraram uma “ilusão vazia” sobre uma eventual gestão de Flávio. Durigan comparou o modelo defendido pelo senador ao adotado pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

“Não adianta a gente querer tratar com um medicamento de alta dosagem o tema do endividamento público e não olhar para o crescimento, não olhar para o emprego, não olhar para a balança comercial, não olhar para projetos estratégicos”, disse.

Ajuste fiscal e Orçamento

Durigan afirmou que um novo governo Lula assumiria o compromisso de alcançar superávits primários crescentes e poderia acelerar as medidas de ajuste das contas públicas.

Na avaliação do ministro, Flávio faria um “cavalo de pau” na política econômica ao retirar R$ 200 bilhões do Orçamento por meio de medidas fiscais. Ele acrescentou que o senador não explicou como executaria a proposta e disse que uma ação desse tipo inviabilizaria políticas públicas.

A equipe de Flávio também é associada a estudos para alterar a correção de benefícios da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além dos gastos obrigatórios com saúde e educação, com o objetivo de economizar R$ 250 bilhões nas contas públicas. Flávio e seus assessores negaram essas medidas depois que elas foram divulgadas, embora tenham defendido um ajuste fiscal rigoroso.

Durigan disse ainda que o governo de Jair Bolsonaro não promoveu uma correção de rumo fiscal e atribuiu a organização das contas públicas à gestão Lula. Para o ministro, a alta da dívida pública não foi causada pelos resultados fiscais, mas pelo nível elevado dos juros.

Reforma tributária

O ministro também afirmou que a campanha de Flávio propõe mudanças na reforma tributária, o que, em sua avaliação, reduziria a eficiência e a produtividade esperadas do sistema.

Flávio defendeu a retirada do mecanismo de “split payment”, que prevê a transferência automática dos tributos sobre o consumo ao governo no momento da transação. Para o senador, o sistema pode prejudicar o fluxo de caixa das empresas e provocar uma “quebradeira generalizada”.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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