O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva adotou a política fiscal adequada para o Brasil e mantém como prioridade a consolidação das contas públicas. Em artigo de opinião, ele disse que a estratégia combinou ajuste fiscal com avanços sociais.
Durigan citou a redução do déficit primário, que passou de pouco mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 para uma projeção de 0,6% do PIB em 2026. Também destacou a aprovação do novo arcabouço fiscal em 2023. Segundo o ministro, a regra manteve os gastos primários em cerca de 19% do PIB e criou condições para superávits futuros na proposta orçamentária de 2027.
Na avaliação de Durigan, a política fiscal teve impacto neutro sobre a dívida pública desde 2024. Ele relacionou essa postura à elevação das notas de crédito do Brasil pelas agências de risco e à queda do risco de calote do país. O ministro também afirmou que mais de 80 medidas econômicas foram aprovadas em articulação com o Congresso Nacional, enquanto projetos que aumentariam despesas foram bloqueados.
Indicadores sociais
O ministro mencionou níveis historicamente baixos de inflação e desemprego, a saída do Brasil do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas e ganhos reais no salário mínimo e na renda média da população.
Ao comentar o cenário recebido em janeiro de 2023, quando Lula retornou à Presidência, Durigan afirmou que “o Brasil estava no abismo” e criticou a gestão de Jair Bolsonaro. Entre os pontos citados estão o aumento do endividamento das famílias, o crescimento da fome, o desemprego médio de 12% e o manejo da pandemia de covid-19.
No fim do artigo, Durigan citou propostas para ampliar a presença de mulheres no mercado de trabalho, promover capacitação profissional em inteligência artificial e consolidar leis sobre data centers, minerais críticos e transição energética. Ele concluiu que o trabalho pela prosperidade do país vem sendo realizado desde 2023.








