São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Lei permite subsidiárias do BNDES, mas derruba fundo para exportadores

Sanção preserva autorização para o banco criar empresas e veta nove artigos que estruturavam o Fundo de Crédito à Exportação.

Lei permite subsidiárias do BNDES, mas derruba fundo para exportadores

A lei sancionada por Luiz Inácio Lula da Silva autoriza o BNDES a criar subsidiárias para atividades relacionadas às funções do banco. A medida não cria uma empresa de imediato, mas permite que a instituição forme ou controle companhias no futuro.

O texto também mantém a autorização para que o banco participe de iniciativas de apoio às exportações. No entanto, Lula vetou os nove artigos que regulamentavam o Fundo de Crédito à Exportação (FCE), previsto para financiar empresas brasileiras que vendem produtos e serviços ao exterior. Apesar dos vetos, o fundo continua mencionado no nome da lei e não será instituído.

Justificativas do governo

Na justificativa encaminhada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o governo afirmou que não foi comprovada a necessidade de criar um novo fundo público. A administração federal citou a existência de instrumentos já disponíveis para apoiar exportadores.

O Planalto também apontou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 impede, neste ano, a criação de fundos voltados ao financiamento de políticas públicas. O documento afirma que a proposta permitiria instituir um fundo público de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser atendidos pelos mecanismos existentes.

O FCE poderia oferecer crédito para capital de giro, compra de máquinas e equipamentos e novos investimentos. O BNDES ficaria responsável pelas operações e poderia credenciar bancos e fintechs para participar dos financiamentos.

Outro veto atingiu a criação de um comitê coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento para administrar os recursos. Segundo a justificativa do Executivo, cabe ao próprio governo, e não ao Congresso, propor alterações na estrutura da administração federal.

Seguro de exportação e análise do Congresso

Lula também rejeitou mudanças nas regras do seguro que cobre operações de exportação contra o risco de inadimplência. O governo alegou que alterações com o mesmo conteúdo já haviam sido sancionadas em julho e que a repetição poderia causar dúvidas na aplicação das normas.

Os vetos serão analisados por deputados e senadores, que poderão mantê-los ou derrubá-los.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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