São José dos Campos, Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Justiça

Fachin mantém sigilo de inquérito e prevê acesso de Fux após arquivamento

Presidente do STF disse que investigação será encerrada depois da análise de pendências e de eventuais pedidos de diligência.

Fachin mantém sigilo de inquérito e prevê acesso de Fux após arquivamento

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou o pedido do ministro Luiz Fux para acessar integralmente o Inquérito das Fake News. Fachin informou que o conteúdo completo poderá ser consultado após o arquivamento definitivo da investigação.

A decisão foi comunicada nesta sexta-feira 9, em ofício enviado a Fux. Segundo Fachin, os procedimentos abertos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, com exceção do Inquérito das Fake News, estão sem sigilo e podem ser acessados pelo gabinete do ministro.

Fux havia determinado, na quinta, que a secretaria do tribunal enviasse ao seu gabinete processos sigilosos em tramitação contra Bolsonaro. A ordem incluía volumes, anexos, apensos e mídias relacionados aos inquéritos das Fake News e das milícias digitais, além da investigação sobre a trama golpista.

Análise antes do arquivamento

A presidência do STF identificou 108 procedimentos investigatórios vinculados ao Inquérito das Fake News. Antes de determinar o encerramento, Fachin pretende verificar pendências e possíveis pedidos de diligências feitos pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal.

“Pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito”, afirmou Fachin.

Com isso, o acesso de Fux ao conteúdo integral só deverá ser liberado depois da conclusão dessa análise e do arquivamento do caso.

No mês passado, Fachin retirou do ministro Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito, aberto em março de 2019. À época, o então presidente do STF, Dias Toffoli, defendeu a investigação como uma forma de combater a divulgação de notícias que atingissem a honorabilidade e a segurança do tribunal, de seus integrantes e de parentes. Toffoli também havia nomeado Moraes como relator.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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