São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Mundo

Fluxo de petróleo por Ormuz retorna ao nível anterior à guerra

Exportações crescem com escolta dos Estados Unidos, mas ataques e tensões mantêm riscos à navegação no estreito.

Fluxo de petróleo por Ormuz retorna ao nível anterior à guerra

Os fluxos de petróleo não iraniano pelo Estreito de Ormuz voltaram aos níveis anteriores à guerra no Oriente Médio. Entre 22 e 28 de setembro, passaram pelo estreito, em média, 13,5 milhões de barris por dia, segundo dados preliminares da plataforma Kpler.

O volume reúne petróleo bruto exportado por países do Golfo e pelo Iraque. A retomada ocorre com um número maior de petroleiros atravessando a passagem sob escolta dos Estados Unidos, enquanto o Irã continua reivindicando o controle sobre o estreito e exigindo autorização dos navios.

Antes do conflito, iniciado no fim de fevereiro, cerca de um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo passava por Ormuz. A passagem se tornou um dos principais pontos de disputa entre Teerã e Washington. Navios que não seguem a exigência iraniana ficam expostos a ataques.

Patrick Pouyanné, presidente-executivo da TotalEnergies, afirmou a investidores que “Há mais atores dispostos a tentar sair pelo estreito de Ormuz e a conseguir fazê-lo”. Ao mesmo tempo, as exportações iranianas são afetadas pelo bloqueio naval dos portos do país imposto pelos Estados Unidos.

Rotas alternativas

A Arábia Saudita também ampliou o uso de rotas alternativas após a reativação do oleoduto Leste-Oeste, que liga campos petrolíferos do leste ao terminal de Yanbu, no Mar Vermelho. O oleoduto havia sido fechado em 11 de setembro, após ataques lançados a partir do Iraque, e voltou a operar em 22 de setembro, segundo a analista Amena Bakr, da Kpler.

Pelo menos dez petroleiros carregados com petróleo bruto deixaram Yanbu durante o fim de semana. No domingo, o terminal exportou 9,5 milhões de barris, maior volume diário desde o início do conflito. Os Emirados Árabes Unidos também usam um oleoduto que chega ao terminal de Fujairah, fora do Estreito de Ormuz.

A retomada dos embarques ocorre paralelamente às negociações entre Washington e Teerã sobre a liberdade de navegação. O Irã propôs reabrir totalmente a passagem em sete dias, condicionando a medida, entre outros pontos, ao fim do bloqueio naval norte-americano e das sanções contra seu setor petrolífero. Os Estados Unidos rejeitaram a proposta, mas as negociações indiretas continuam.

Riscos permanecem

Sanam Vakil, do centro de estudos Chatham House, afirmou que a situação oferece alívio às monarquias petrolíferas, mas não representa uma solução “duradoura”. Ela disse que os países do Golfo dependem da proteção militar dos Estados Unidos, mas que essa proteção não substitui um acordo político com Teerã.

O barril de petróleo Brent permanece acima de US$ 100. O tráfego marítimo total em Ormuz, considerando todas as mercadorias, continua abaixo do nível anterior à guerra. Três embarcações foram atacadas na terça-feira, informou a agência de segurança marítima UKMTO, e um marinheiro indiano morreu na semana anterior durante um ataque.

No Mar Vermelho, uma ofensiva dos houthis pró-Irã no Iêmen também afetou a navegação. O grupo passou a controlar integralmente o litoral, ameaçando navios sauditas e provocando queda no tráfego do estreito de Bab el-Mandeb.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5