São José dos Campos, Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Irã ameaça perseguir navios além do Estreito de Ormuz após ataques

Guarda Revolucionária diz ter atingido um petroleiro e amplia a ameaça a embarcações que usem rotas consideradas não autorizadas.

Irã ameaça perseguir navios além do Estreito de Ormuz após ataques

A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a responsabilidade por um ataque que incendiou o petroleiro MV Sun Shine, no Estreito de Ormuz, e ameaçou perseguir embarcações que considere em violação de rotas definidas em toda a região, além do estreito. O anúncio ocorreu após relatos de dois novos ataques contra navios comerciais no Golfo Pérsico.

A Marinha da Guarda Revolucionária afirmou ter atingido a casa de máquinas e o sistema de propulsão do navio, pertencente à empresa Natwit. Segundo a força iraniana, o MV Sun Shine tentou utilizar uma rota não autorizada pela parte sul do estreito. O ataque provocou um incêndio a bordo.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que navios que utilizarem rotas consideradas não autorizadas serão perseguidos e punidos em qualquer ponto da região. A força também disse que empresas acusadas de cooperar com os Estados Unidos seriam sancionadas, e que todos os seus navios passariam a ser alvos.

A organização atribuiu às Forças Armadas dos Estados Unidos a responsabilidade pelos incidentes no estreito. O comunicado acusou Washington de interferir nas decisões de companhias marítimas e seguradoras e de pagar “grandes subornos” para garantir o cumprimento de suas exigências.

Disputa sobre a circulação no estreito

O responsável pelas orações de sexta-feira em Teerã, Hojjatoleslam Mohammad Javad Ali-Akbari, afirmou em um sermão semanal que o Estreito de Ormuz continuaria fechado até que as condições impostas pelo Irã fossem plenamente atendidas. Ele disse que o país definiu “sete condições” e decidirá os próximos passos quando elas forem cumpridas.

Ali-Akbari também afirmou que a prontidão militar do Irã melhorou, que seus pontos fracos foram corrigidos e que a estratégia do país passou da defesa ao ataque. Teerã declara controlar o Estreito de Ormuz e não permitir a presença de forças militares de países hostis na área. O país promete responder “de forma decisiva” a tentativas de interferir na gestão do estreito.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) apresentou uma versão diferente. O órgão afirmou ter desobstruído as principais rotas de navegação, retirado minas navais das vias mais utilizadas e declarado esses caminhos abertos a navios que não violem as sanções marítimas americanas contra o Irã. Segundo o CENTCOM, milhares de navios comerciais atravessaram a área em segurança durante as operações.

Novos relatos de ataques

O UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que um navio transportador de gás liquefeito de petróleo foi atingido por projéteis desconhecidos na manhã de sexta-feira, a 13 milhas náuticas a oeste de Al-Jazira, nos Emirados Árabes Unidos. O incidente provocou um grande incêndio, posteriormente controlado.

No dia anterior, o UKMTO havia informado que um petroleiro ao norte das águas do Qatar fora atingido por vários projéteis, causando vítimas. Foi o primeiro ataque desse tipo em seis meses.

Na quinta-feira, a empresa de inteligência marítima Vanguard relatou que um petroleiro pegou fogo a cerca de 40 quilómetros de Fujairah, no Golfo de Omã. A embarcação foi identificada como provavelmente o Dalkut, que navega sob a bandeira das Ilhas Marshall.

Relatos da comunicação social registraram pelo menos 12 ataques, tentativas de ataque ou incidentes de assédio contra petroleiros e navios de transporte de gás no estreito entre 28 de setembro e 5 de outubro. Esse foi o maior número semanal desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

O Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto das remessas mundiais de petróleo e gás, está praticamente fechado desde o início da guerra. O fechamento ocorre após ataques iranianos com mísseis e drones contra navios comerciais e um bloqueio dos portos iranianos pela Marinha dos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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