Domingo, 6 de setembro de 2026
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Mediterrâneo registra média de 28,54 ºC, a maior desde 1940

A temperatura da superfície do mar bateu recorde em 13 de agosto, após julho ter sido o mês mais quente da série do Mediterrâneo.

Mediterrâneo registra média de 28,54 ºC, a maior desde 1940

As águas superficiais do Mediterrâneo atingiram temperatura média diária de 28,54 ºC em 13 de agosto, o maior valor registrado desde pelo menos 1940, informou a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet).

A agência afirmou que o mar registrou recordes diários de temperatura durante praticamente todo o mês de agosto. O novo máximo ocorreu poucas semanas depois de a Mercator Ocean International, responsável pela implementação do serviço marinho do Copernicus, apontar julho como o mês mais quente já medido no Mediterrâneo.

A média da temperatura em julho foi de 27,07 ºC, com margem de incerteza de ±0,27 ºC. O resultado superou o recorde anterior, de 26,68 ºC, registrado em julho de 2025. A série de comparação da Mercator Ocean começa em 1993, enquanto a Aemet utiliza outro período de referência e outra metodologia.

Calor persistente no mar

Os dados de junho já indicavam temperaturas mais comuns na segunda quinzena de agosto, período em que o Mediterrâneo costuma atingir seus maiores valores. Naquele momento, a água chegou a ficar 2,6 ºC acima do normal e ultrapassou a média típica de agosto ainda em junho. A Aemet classificou a anomalia como excepcional.

O aquecimento também foi observado em escala global. Julho de 2026 teve a maior temperatura média da superfície do oceano em toda a série, com 21 ºC entre 60º norte e 60º sul.

No Mediterrâneo, 27% da área registrou o julho mais quente desde 1993. Cerca de 70% da superfície ficou entre os quatro julhos mais quentes já medidos, indicando que o recorde não se concentrou apenas em pontos isolados.

A temperatura do mar não pode ser apontada como causa direta do calor registrado em terra, porque as condições atmosféricas dependem de vários fatores. O aquecimento, porém, pode influenciar áreas costeiras: a água libera calor mais lentamente que o solo, dificulta a queda das temperaturas durante a noite, eleva a umidade e favorece noites mais quentes no litoral.

Ondas de calor marítimas prolongadas também submetem os organismos marinhos a estresse, podem deslocar a distribuição das espécies, aumentar a mortalidade e alterar o funcionamento de comunidades costeiras.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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