Domingo, 6 de setembro de 2026
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Irã afirma ter atingido drone dos EUA no estreito de Hormuz; Washington nega

Guarda Revolucionária diz que embarcação não tripulada entrou em área restrita, mas o CENTCOM classifica a alegação como falsa.

Irã afirma ter atingido drone dos EUA no estreito de Hormuz; Washington nega

O Irã afirmou no domingo que suas forças atingiram uma embarcação marítima não tripulada dos Estados Unidos quando ela tentava entrar em uma área considerada restrita no estreito de Hormuz. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) negou a informação e classificou a alegação como “uma mentira total”.

A Guarda Revolucionária Iraniana disse, em comunicado divulgado pela televisão estatal, que atacou o drone na costa sul do país. A organização afirmou que os Estados Unidos deveriam deixar a região e interromper atos de provocação.

O CENTCOM informou também que as forças norte-americanas redirecionaram 92 navios comerciais, imobilizaram três e abordaram outros dois para garantir o cumprimento do bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos no estreito. O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido registrou que 59 navios atravessaram a passagem nas últimas 48 horas.

A troca de acusações ocorre depois de a Guarda Revolucionária afirmar, no sábado, que havia atacado três petroleiros e três navios ligados aos Estados Unidos na região. Os militares norte-americanos não confirmaram essas declarações.

O CENTCOM havia anunciado antes que suas forças atingiram três petroleiros iranianos após ataques com mísseis balísticos atribuídos à Guarda Revolucionária contra dois navios de guerra dos Estados Unidos, na sexta-feira. O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, disse que Washington imporia um custo econômico maior ao Irã caso novos ataques fossem realizados.

Segundo o comando norte-americano, os navios M/T Downy e M/T Stark 1 foram inutilizados, enquanto o M/T Kylo, também chamado de Noxen, foi destruído no golfo de Omã depois que a tripulação deixou a embarcação. O CENTCOM afirmou ainda que um porta-aviões e um destróier lança-mísseis evitaram ataques iranianos e que nenhum militar norte-americano ficou ferido.

Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, afirmou que o país testou pela primeira vez um míssil antinavio contra um navio da Marinha dos Estados Unidos. Para ele, o armamento obrigou os norte-americanos a recuar.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os Estados Unidos de divulgar vídeos falsos produzidos com inteligência artificial e ameaçou responder de forma mais rápida, pesada e dolorosa a novos ataques. Ele afirmou que as operações iranianas recentes foram apenas o começo.

O conflito havia recomeçado no domingo passado, quando forças norte-americanas atacaram lançadores de foguetes e outras instalações militares iranianas na costa sul do país. Depois, a Guarda Revolucionária lançou ofensivas com mísseis e drones na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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