São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Planetas externos podem entrar em desordem após a morte do Sol

Estudo do Caltech aponta que Júpiter, Saturno, Urano e Netuno seriam expulsos do sistema solar cerca de um bilhão de anos depois.

Planetas externos podem entrar em desordem após a morte do Sol

Um novo estudo indica que os planetas externos do sistema solar podem ser lançados em desordem cerca de um bilhão de anos depois de o Sol se transformar em uma anã branca. A conclusão reduz em um fator de um bilhão as estimativas anteriores para a estabilidade desses corpos.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) analisaram os efeitos da morte gradual do Sol sobre Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Estudos anteriores estimavam que as órbitas dos planetas gigantes permaneceriam estáveis por cerca de um quintilhão de anos, muito além da idade atual do Universo.

O sistema solar tem 4,57 bilhões de anos, e o Sol ainda deve levar cerca de cinco bilhões de anos para se expandir e se tornar uma gigante vermelha. Nesse processo, Terra, Vênus e Mercúrio seriam consumidos pela expansão da estrela. Marte seria o único planeta interno a escapar, por estar mais distante.

Perda de massa do Sol

Os modelos anteriores consideravam que o Sol perderia massa de maneira gradual e constante. Com isso, os planetas externos se afastariam e suas órbitas chegariam a aproximadamente o dobro do tamanho atual. A desagregação do sistema ocorreria apenas pela passagem de estrelas, entre 30 e 100 bilhões de anos depois.

A nova análise adotou outro cenário. O estudo afirma que a perda de massa aconteceria por meio de ejeções violentas e aleatórias, chamadas de “pontapés estocásticos”. Quando se tornar uma anã branca, o Sol vai esfriar rapidamente e encolher até metade do tamanho atual, mas a perda de massa não seria suave.

A pesquisa usou supercomputadores e centenas de simulações numéricas avançadas de N-corpos, sem ferramentas de inteligência artificial. Os pesquisadores criaram um modelo virtual com o Sol e os quatro planetas gigantes para calcular suas posições e velocidades ao longo de bilhões de anos.

Centenas de variações foram testadas com a perda de massa representada por rajadas aleatórias, violentas e episódicas. As conclusões foram apresentadas no estudo “Instabilidade terminal do sistema solar desencadeada por perda estocástica de massa solar”, publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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