São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Réu da Operação Dakovo é extraditado da Argentina para responder por tráfico de armas

Acusado pelo MPF de liderar organização criminosa, empresário responderá a processo na Justiça Federal na Bahia.

Réu da Operação Dakovo é extraditado da Argentina para responder por tráfico de armas

Um dos principais réus da Operação Dakovo foi extraditado da Argentina para o Brasil nesta quarta-feira (9). O Ministério Público Federal (MPF) aponta o empresário como chefe de uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de armas. Ele responde a uma ação penal em tramitação na Justiça Federal na Bahia.

A denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado na Bahia (Gaeco/MPF) atribui ao réu o crime de organização criminosa, com causas de aumento de pena, além de 25 episódios de tráfico internacional de armas e 28 de lavagem de dinheiro.

Segundo o MPF, o acusado era sócio-gerente de uma empresa paraguaia usada nas operações. As armas eram importadas para o Paraguai e depois levadas ilegalmente ao Brasil. A acusação afirma que o empresário ocupava posição de comando e estava entre os principais beneficiários dos recursos obtidos com o esquema.

A investigação identificou armas compradas pela empresa e apreendidas posteriormente em diferentes estados brasileiros. O grupo também teria contado com vendedores, intermediários e militares paraguaios lotados na Dirección de Material Bélico (Dimabel), agência de controle de armas do Paraguai. De acordo com a denúncia, os militares facilitaram procedimentos necessários às operações da empresa.

Prisão e cooperação internacional

Após a deflagração da Operação Dakovo, em dezembro de 2023, o réu ficou foragido. Ele foi localizado pela Interpol e preso em Córdoba, na Argentina, em fevereiro de 2024, com base em mandados de prisão internacional e alertas vermelhos emitidos pelas autoridades brasileiras. Permaneceu sob custódia na Argentina até a extradição.

O acusado ficará provisoriamente em um estabelecimento prisional em Mato Grosso do Sul, até ser transferido para o Sistema Penitenciário Federal (SPF). A Secretaria de Cooperação Internacional do MPF acompanha 19 pedidos de cooperação jurídica internacional: 11 destinados ao Paraguai e 8 à Argentina. As solicitações envolvem coleta de provas, oitivas e atos de comunicação processual, como intimações.

A operação começou após a apreensão de fuzis de origem croata em Vitória da Conquista (BA), em 2020. Segundo o MPF e a Polícia Federal, a investigação revelou uma rede que importava armas da Europa e da Turquia para o Paraguai, de onde eram comercializadas ilegalmente para o Brasil.

Em dezembro de 2023, o MPF denunciou 28 pessoas. A ação penal principal foi desmembrada em 11 outras ações, conforme os núcleos de atuação. Até o momento, 7 sentenças condenatórias de primeira instância alcançaram 20 réus. Uma ação, relacionada ao núcleo de vendedores, transitou em julgado. O processo que inclui o réu extraditado continua na Justiça Federal na Bahia.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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