São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Austrália prioriza acordo comercial com a União Europeia após proposta de associação

Governo australiano diz que busca concluir acordo comercial com a UE, enquanto Nova Zelândia nega discussões sobre uma possível associação.

Austrália prioriza acordo comercial com a União Europeia após proposta de associação

O governo da Austrália afirmou que está concentrado em concluir o acordo comercial com a União Europeia, após uma sugestão de que o país poderia se tornar membro associado do bloco. A proposta foi apresentada pelo presidente do Parlamento Europeu, Robert Mestola, e também mencionou a Nova Zelândia.

Em resposta, um porta-voz do governo australiano disse que a relação com a União Europeia “nunca foi tão forte nem tão importante”. Segundo ele, o acordo comercial aproximará os dois lados e dará a agricultores, exportadores, produtores e empresas australianos acesso a 27 países da UE e a 450 milhões de consumidores.

O governo da Nova Zelândia, por sua vez, afirmou que “não houve quaisquer discussões com a UE sobre a Nova Zelândia se tornar membro associado”.

A possibilidade de associação foi levantada depois de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, abrir espaço para que o Canadá se torne membro associado da União Europeia durante seu discurso sobre o Estado da União Europeia, em Estrasburgo, na quarta-feira.

As negociações do acordo comercial entre Austrália e União Europeia foram concluídas em março passado. O pacto ainda precisa passar por um processo de ratificação, que pode enfrentar resistência de agricultores dos dois lados por causa das cotas de carne previstas.

O acordo estabelece limites anuais para produtos considerados sensíveis. Estão incluídas cotas de 30 600 toneladas para carne bovina australiana e de 25 000 toneladas para carne de cordeiro ou carneiro. Agricultores europeus afirmam que esses volumes se somam ao acesso preferencial obtido em outros acordos, como o firmado com o Mercosul. Na Austrália, o setor de carne bovina pretendia uma cota próxima de 50 000 toneladas.

A coalizão Liberal-Nacional australiana se opõe ao acordo e pediu ao ministro do Comércio, Don Farrell, que reabra as negociações. As conversas entre Bruxelas e Camberra já haviam fracassado em 2023 por divergências sobre cotas agrícolas. A Austrália é o segundo maior exportador mundial de carne bovina, atrás do Brasil.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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