São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Defesa de Bolsonaro pede ao STF suspensão de prisão e condenação em nova ação

Advogados alegam que manifestações no Supremo revelaram fatos e provas novos sobre a condução das investigações e o acesso a dados.

Defesa de Bolsonaro pede ao STF suspensão de prisão e condenação em nova ação

A defesa de Jair Bolsonaro protocolou no Supremo Tribunal Federal uma nova revisão criminal e pediu a suspensão da prisão e da condenação do ex-presidente no processo sobre a trama golpista. O documento foi apresentado na última sexta-feira 25 e ainda não tinha relator designado.

Os advogados afirmam que manifestações feitas no próprio STF durante a sessão de 15 de setembro constituem fatos novos. Na ocasião, a Procuradoria-Geral da República e ministros da Corte reafirmaram que um juiz não pode instaurar inquéritos de ofício nem atuar como investigador.

A petição sustenta que essas manifestações estabeleceram duas premissas: a proibição de investigação judicial iniciada sem provocação e a necessidade de tempo suficiente para examinar os dados brutos de uma ação penal. Segundo a defesa, ministros não podem abrir inquéritos sem consulta prévia ao Ministério Público nem determinar diligências investigativas de forma autônoma.

Alegações sobre investigações e dados

Os advogados citam o inquérito 4.878, que, segundo eles, teria sido instaurado de ofício pelo relator a partir de uma notícia-crime do Tribunal Superior Eleitoral, sem consulta prévia à PGR ou autorização do plenário do STF.

A defesa também relaciona o pedido à sessão em que André Mendonça apresentou uma petição contra Alexandre de Moraes por suposto ato ilícito envolvendo Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master. De acordo com os advogados, os ministros exigiram acesso à íntegra das mídias e prazo para análise antes do julgamento.

Os defensores afirmam que, no processo de Bolsonaro, receberam cerca de 70 terabytes de dados compactados e protegidos por senha às vésperas e durante as audiências. Ainda segundo a defesa, pedidos de adiamento foram indeferidos.

A petição retoma reclamações sobre a ausência dos arquivos originais usados para extrair dados do dispositivo de Bolsonaro e sobre a falta de documentação dos critérios de navegação ou exibição das mensagens obtidas no celular do delator Mauro Cid. Para os advogados, essas lacunas impedem a auditoria da fonte dos dados e a verificação da autenticidade das conversas.

Na quinta-feira 24, Marcelo Bessa, do escritório Ávila de Bessa, deixou a defesa no caso após apresentar e desistir de um pedido de liberdade em uma revisão criminal que já tramitava no Supremo.

A defesa já havia apresentado uma primeira revisão em maio, sob relatoria de Kassio Nunes Marques. O Código de Processo Penal permite uma nova ação quando surgem fatos ou provas novos que não existiam ou não estavam formalizados na ação anterior.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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