São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Política

Moraes determina prisão de Eduardo Bolsonaro e anula passaportes brasileiros

Decisão inicia cumprimento de pena de quatro anos e dois meses por coação no curso do processo, além de multa.

Moraes determina prisão de Eduardo Bolsonaro e anula passaportes brasileiros

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a prisão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o cancelamento dos passaportes emitidos para ele pelo governo brasileiro. A ordem também prevê a inclusão do nome do ex-parlamentar no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.

A decisão inicia o cumprimento da pena de quatro anos e dois meses, em regime inicial semiaberto, aplicada pelo crime de coação no curso do processo. Eduardo também foi condenado ao pagamento de R$ 151,8 mil.

Moraes declarou o trânsito em julgado da ação penal, o que encerra a possibilidade de novos recursos. O caso está relacionado à atuação de Eduardo para articular sanções do governo de Donald Trump contra o Brasil e autoridades brasileiras. Conforme o STF, o objetivo era tentar impedir a condenação de Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.

Tarifas e sanções

Em junho, a Primeira Turma do STF acolheu a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e concluiu que Eduardo participou da articulação do tarifaço dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras como forma de pressionar a Corte no julgamento de seu pai.

O entendimento também considerou que a tentativa de revogar vistos de ministros do STF e de integrantes do governo federal, além da aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky, tinha a mesma finalidade. Para a PGR, Eduardo tentou associar as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros à atuação do Supremo.

Recurso da defesa

Em 28 de setembro, a Primeira Turma rejeitou por unanimidade um recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa de Eduardo, que não havia constituído advogado particular.

Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino acompanharam Moraes. Os ministros entenderam que a condenação não continha omissão, contradição ou obscuridade que justificasse o acolhimento dos embargos de declaração.

Moraes também rejeitou os argumentos de imunidade parlamentar e confissão espontânea. Eduardo está nos Estados Unidos desde 2025 e perdeu o mandato de deputado federal por faltar às sessões da Câmara.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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