São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

Dados de saúde mostram maior busca feminina por consultas médicas

Pesquisa Nacional de Saúde registrou que 82,3% das mulheres consultaram um médico, ante 69,4% dos homens, em 2019.

Dados de saúde mostram maior busca feminina por consultas médicas
Foto: RossHelen/Canva

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 registrou uma diferença na busca por atendimento médico: 82,3% das mulheres disseram ter consultado um médico nos 12 meses anteriores à pesquisa, contra 69,4% dos homens. Os dados são do IBGE e do Ministério da Saúde.

Para o ginecologista José Alcione Macedo Almeida, do Hospital das Clínicas, a maior familiaridade das mulheres com consultas e exames ajuda a explicar a comparação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os cuidados de saúde de homens e mulheres.

Lula afirmou, na última terça-feira (29), que mulheres “aprenderem a tomar toque desde pequenas”. O trecho foi compartilhado fora do contexto de um discurso sobre a resistência dos homens ao exame de próstata. No dia seguinte, o presidente disse que se referia a cuidados de saúde. Para Alcione, a declaração corresponde, em essência, à prática ginecológica, mas é necessário diferenciar as avaliações feitas em cada fase da vida.

O que muda ao longo da vida

A primeira avaliação ocorre nos momentos iniciais de vida, como parte dos cuidados neonatais. Isso não significa que crianças sejam submetidas regularmente a consultas ginecológicas ou a exames invasivos.

Na adolescência, o acompanhamento pode abordar o desenvolvimento das mamas, a menstruação, a sexualidade e a saúde reprodutiva. O exame começa pela observação e é adaptado à idade e às condições de cada paciente. A palpação das mamas pode identificar alterações, como um eventual nódulo.

Quando a adolescente não teve atividade sexual, a avaliação dos órgãos genitais costuma ser externa. O exame intravaginal não é realizado sem necessidade. “Se há sangramento, por exemplo, é necessário investigar”, explica o ginecologista.

Os exames preventivos também variam. Para o câncer do colo do útero, o Ministério da Saúde passou a adotar o teste molecular para detectar o DNA do HPV como método primário de rastreamento de mulheres e outras pessoas com colo do útero de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual. Onde essa tecnologia não está disponível, o Papanicolau continua sendo usado.

Diferenças entre os cuidados

Segundo Alcione, fatores culturais também influenciam a resistência masculina a consultas e exames. Ele cita o exame de toque retal e a associação, feita por alguns homens, entre o procedimento e a masculinidade. O médico afirma que o exame é importante para detectar alterações na próstata.

O acompanhamento ginecológico e a avaliação da próstata, porém, não são equivalentes: têm indicações e objetivos diferentes. Para homens sem sintomas, a decisão sobre exames de câncer de próstata deve considerar individualmente benefícios e possíveis riscos.

Na avaliação do ginecologista, o acompanhamento deve ocorrer nas diferentes fases da vida, do início da puberdade à velhice.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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