São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

Pesquisa aponta queda no sedentarismo e nos diagnósticos entre médicos

Levantamento da Afya mostra melhora em indicadores de saúde mental, mas qualidade de vida permanece abaixo do nível de 2024.

Pesquisa aponta queda no sedentarismo e nos diagnósticos entre médicos

A parcela de médicos que nunca pratica atividade física regularmente caiu de 25% para 18% entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro semestre de 2026, enquanto a prática constante subiu de 14% para 18%. No mesmo período, diminuiu de 53% para 49% o grupo que afirma, total ou parcialmente, estar mais estressado do que há 12 meses.

Os dados fazem parte da quarta edição da pesquisa Qualidade de Vida dos Médicos no Brasil, realizada pelo Research & Innovation Center da Afya. O levantamento ouviu 453 médicos brasileiros entre 4 de fevereiro e 17 de março de 2026, por meio de questionário on-line de autopreenchimento. A margem de erro é de 5 p.p., com 95% de confiança.

Apesar dos avanços nos hábitos de autocuidado e na percepção de estresse, a avaliação positiva da qualidade de vida não aumentou. As respostas “boa” e “muito boa” somaram 44% no primeiro semestre de 2026, mesmo resultado da edição anterior. O percentual ficou abaixo dos 55% registrados em 2024. A manutenção do índice encerrou uma sequência de três edições de queda, mas não recuperou o patamar inicial da série.

Diagnósticos de saúde mental

No primeiro semestre de 2026, 41% dos médicos disseram ter algum diagnóstico de doença mental. O índice havia chegado a 55% no primeiro semestre de 2025 e estava em 45% no segundo semestre do mesmo ano. Em 2024, era de 40%.

O diagnóstico de depressão, com ou sem tratamento, passou de 25% no segundo semestre de 2025 para 22% no primeiro semestre de 2026, retornando ao nível de 2024. Entre os que relataram ansiedade, a proporção caiu de 39% para 33% no mesmo intervalo e também voltou ao patamar do início da série.

A redução foi mais acentuada entre os médicos do gênero masculino: o percentual caiu de 37% para 30%. Entre as médicas, passou de 53% para 49%. Em todas as quatro edições, a proporção de mulheres com diagnóstico de doença mental foi maior.

A diferença também apareceu na qualidade de vida. No primeiro semestre de 2026, 42% das médicas avaliaram sua qualidade de vida como boa ou muito boa, ante 48% dos médicos. No início da série, os índices eram de 55% e 57%, respectivamente.

“Os resultados mostram sinais importantes de recuperação na saúde mental e nos hábitos de autocuidado dos médicos”, afirmou Eduardo Moura, diretor do Research & Innovation Center da Afya. Segundo ele, o acompanhamento ao longo do tempo ajuda a identificar fatores relacionados à qualidade de vida e pontos que ainda precisam avançar.

A pesquisa acompanhou saúde mental, qualidade de vida e hábitos de autocuidado de profissionais da medicina de diferentes gêneros, formações, idades e tempos de atuação, em todas as regiões do país. Os resultados não estabelecem relação de causa e efeito entre atividade física e bem-estar emocional.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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