BEBEDOURO — O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou novas medidas após ouvir moradores do Flexal, em Bebedouro, durante a décima edição do projeto Vozes da Mundaú, realizada na quinta-feira (1º). A reunião tratou da ocupação de espaços comerciais, de infraestrutura, mobilidade e de situações que ainda precisam de acompanhamento.
As procuradoras da República Roberta Bomfim e Julia Cadete conduziram o encontro. O MPF prestou esclarecimentos sobre medidas em andamento e definiu providências para apurar os relatos e buscar respostas da Secretaria Municipal de Abastecimento, Pesca e Agricultura (Semapa), da Braskem e de outros responsáveis.
Espaços comerciais
Moradoras que empreendem na comunidade questionaram os critérios para ocupação do Centro Comercial e das áreas destinadas a food trucks na Poligonal 2. Elas defenderam a participação dos moradores locais na escolha dos ocupantes. O MPF informou que aguarda manifestação da Semapa sobre as regras de uso do Centro Comercial.
As procuradoras afirmaram que a definição deve ser participativa, seguindo o modelo adotado para o Centro Pesqueiro. Também houve questionamentos sobre móveis e equipamentos para os futuros ocupantes. O MPF vai solicitar à Braskem informações sobre eventual apoio aos boxes do Centro Comercial e aos food trucks da Poligonal 2, além da previsão de entrega dos equipamentos destinados ao Núcleo de Comunicação Comunitária.
Infraestrutura e mobilidade
Moradores relataram problemas de escoamento e acúmulo de água em um imóvel usado para guardar equipamentos de uma atividade comercial. De acordo com o relato apresentado, chuvas recentes causaram a entrada de água no local. O MPF requisitará uma perícia de Engenharia Civil para avaliar as condições do imóvel, a possível relação com intervenções na região e as medidas necessárias.
Sobre mobilidade e segurança viária, o projeto da Poligonal 2 já prevê a ampliação dos pontos de ônibus. O MPF também consultará o Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) sobre a viabilidade técnica de instalar redutores de velocidade no Flexal, especialmente na Rua Faustino Silveira.
Criado pelo MPF em Alagoas, o Vozes da Mundaú mantém um canal permanente de escuta das comunidades atingidas pelo desastre socioambiental provocado pela mineração da Braskem em Maceió. Moradores também destacaram a atuação conjunta do MPF, da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL).








