São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

TRE da Bahia rejeita registro de Binho Galinha para disputar reeleição

Decisão unânime acolheu ação do Ministério Público Eleitoral, que apontou liderança do candidato em uma organização criminosa.

TRE da Bahia rejeita registro de Binho Galinha para disputar reeleição

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE/BA) rejeitou, por unanimidade, o registro de candidatura de Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, à reeleição como deputado estadual pelo Avante. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (14), após ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral.

O procurador regional eleitoral Cláudio Gusmão argumentou que provas reunidas em quatro ações penais indicam que o candidato exerceria posição de liderança e comando em uma organização criminosa estruturada e permanente. A ação foi fundamentada na vedação constitucional à interferência de organizações criminosas no processo eleitoral.

Investigações e condenação

As apurações começaram com a Operação El Patrón, que investigou um esquema com características semelhantes às de milícia, além de lavagem de dinheiro ligada ao jogo do bicho e agiotagem em Feira de Santana (BA). Conforme o Ministério Público Eleitoral, os elementos reunidos apontam estabilidade, capacidade de reorganização e continuidade das atividades atribuídas à organização investigada.

Kléber está preso preventivamente por causa de novos desdobramentos apurados na Operação Estado Anômico, realizada em 2025. Em uma das ações penais derivadas da Operação El Patrón, ele recebeu uma condenação de 36 anos e 9 meses de prisão por crimes relacionados à posse ilegal de armas de fogo e munições, incluindo armamentos de uso restrito.

O Ministério Público Eleitoral é integrado por procuradores do Ministério Público Federal e promotores dos Ministérios Públicos estaduais. A instituição atua na fiscalização das etapas do processo eleitoral, desde o cadastro de eleitores e a campanha até a prestação de contas, a votação, a apuração e a posse dos eleitos. Segundo o MP Eleitoral, essa atuação busca garantir a escolha livre dos eleitores e fortalecer a democracia.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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