São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Justiça

STJ confirma pena de 50 anos para Flordelis por morte de Anderson do Carmo

Decisão também determinou novo júri para três familiares absolvidos no julgamento realizado em 2022.

STJ confirma pena de 50 anos para Flordelis por morte de Anderson do Carmo

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça confirmou a pena de 50 anos de reclusão imposta à ex-deputada federal Flordelis pela morte do pastor Anderson do Carmo, seu marido à época. O crime ocorreu em 2019, na casa da família, em Niterói (RJ), e Carmo foi morto a tiros.

A condenação foi definida pelo tribunal do júri em 2022. Flordelis foi responsabilizada por homicídio triplamente qualificado consumado, homicídio duplamente qualificado tentado, associação criminosa armada e uso de documento falso.

O colegiado também manteve a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que anulou a absolvição de Rayane dos Santos Oliveira, neta biológica da ex-deputada, e dos filhos adotivos Marzy Teixeira da Silva e André Luiz de Oliveira. Para o TJ-RJ, o veredito dos jurados contrariou as provas do processo. Os três deverão passar por novo júri popular.

Argumentos da defesa

A defesa de Flordelis apresentou ao STJ alegações de nulidade, incluindo a ausência de alegações finais na primeira fase do procedimento do júri, chamada de pronúncia, e a falta de fundamentação das qualificadoras do crime.

A desembargadora Nilsoni de Freitas afirmou que um ato processual não deve ser anulado sem a comprovação de prejuízo concreto. Conforme a relatora, a jurisprudência do STJ considera que a falta de alegações finais nessa etapa não provoca nulidade porque a decisão de pronúncia apenas avalia provisoriamente se a acusação pode ser levada a julgamento, sem definir a culpa do réu.

A magistrada também destacou que esse argumento já havia sido rejeitado pela Justiça do Rio de Janeiro em decisão transitada em julgado, depois da análise de recurso em sentido estrito contra a decisão de pronúncia.

Flordelis foi condenada por arquitetar a morte de Anderson do Carmo. De acordo com a acusação, o crime teria sido motivado pelo controle das finanças da família e pela maneira como o pastor administrava conflitos entre os integrantes. O Ministério Público também afirmou que ela participou de tentativas anteriores de matar Carmo por envenenamento.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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