ARAXÁ — O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais a responsabilização de Romeu Zema (Novo) por usar um celular dentro da cabine de votação. O candidato à Presidência consultou uma “colinha” eleitoral e digitou na urna os números de seus candidatos.
O MPE defendeu a aplicação de detenção de até dois anos, conforme previsto no Código Eleitoral, e pediu que Zema seja citado para prestar esclarecimentos à Justiça. A legislação proíbe a entrada de eleitores na cabine portando aparelhos eletrônicos.
O procurador Regional Eleitoral Tarcisio Henriques afirmou que o vídeo e a declaração do candidato sustentam a abertura de uma ação penal pública incondicionada. “O ingresso e a utilização ostensiva de aparelho celular na cabina de votação pelo denunciado” justificam, segundo ele, a medida apresentada ao tribunal.
Zema votou em Araxá, em Minas Gerais, neste domingo 4. Depois de apresentar o documento, entrou na cabine com dois celulares e olhou para um deles enquanto digitava os números na urna. A cena foi registrada ao vivo pelo canal Globo News.
Horas depois, o TRE-MG informou que apuraria a conduta. Em uma coletiva de imprensa, Zema disse que não havia sido avisado pelo mesário de que deveria deixar o celular com outra pessoa antes de votar. “Ando com o celular o dia todo, ele é quase como se fosse um dedo”, declarou.
No pedido, o MPE também afirmou que os mesários da seção eleitoral agiram em desacordo com as instruções oficiais da Justiça Eleitoral. Para o órgão, a falta de retenção do aparelho antes da entrada na cabine permitiu a concretização do ilícito penal.







